Acredita ser apenas um meio de vazão…para minhas idéias, sensações, impressões, emoções, e cositas mas…

13/04/2010

A selva de pedras…

Quantas vezes você já se pegou sonhando com a viagem dos sonhos?

Vivemos imaginando a fuga, a viagem sonhada, a solidão, o isolamento. Estamos constantemente em busca de novos rumos e horizontes. Pensamos a todo instante em soluções eficazes para nossa vida, para aperfeiçoar nosso cotidiano no trabalho, para ter condições melhores financeiramente. Buscamos tudo, o todo.

Não notamos que vivemos em meio a uma selva de pedra; vivemos reféns do cativeiro que nós criamos.

Às vezes, queremos pegar o carro, sair dirigindo pela estrada, com o som no último volume. Queremos apenas pensar em nada. Em nada e em tudo. Refletir.

Será que conseguimos conciliar hoje e ontem, ao passo que vivemos?

Estamos realmente nesta tremenda selva de pedras. Somos cativos das nossas ações e pensamentos. Tudo que fazemos e projetamos tem um retorno prático. Nem sempre benéfico.

Buscamos o aprimoramento, a conscientização, a liberdade.

Mas não nos damos conta de que buscando tanto, esquecemos alguns momentos únicos. Deixamos de vivenciar pequenas passagens que simplesmente acontecem e não voltam mais.

Quem nunca quis voltar no tempo pra reviver os bons momentos ?

Quem nunca quis ter o poder de consertar os erros?

Façamos então uma nova viagem. Para onde? New York!

Sim, lá é o lugar perfeito. O esconderijo perfeito; entre milhares, você será somente mais um na multidão.

Nova York não está tão longe quanto pensamos. Para esta viagem, nem mesmo precisamos de passaporte.

A condição é unicamente PERMITIR-SE!

Permita-se viver mais. Correr menos. Aproveitar e viver melhor.

O corpo humano muitas vezes é escravo da mente. Torna-se escravo de nossas decisões. Com o passar dos dias, e do tempo, vai tornando-se obsoleto.

O momento de renovação é o agora. RESGATAR-SE!

Em Nova York, tudo é belo, tudo é lindo.

Viva esta viagem que não está fora das suas condições, mas sim dentro da fronteira da sua mente!

Nova York pode ser aqui mesmo, na esquina, em qualquer lugar.

Basta QUERER!

12/04/2010

Por que toda mulher precisa de um gay em sua vida?

Livro explica os benefícios da amizade entre os gays e as mulheres e a autora afirma que toda mulher precisa de um gay em sua vida

gay

Os gays possuem algumas características que toda mulher gostaria de ter num homem ao lado dela: companheirismo, alto astral, sensibilidade, sinceridade, entre outras.

As mulheres sabem que o amigo gay é excelente companhia para ir a baladas, fazer compras, jantar em restaurante japonês, olhar vitrines e até frequentar o mesmo cabeleireiro.

Essa relação já foi tema em muitos seriados como Desperate Housewives, Sex and the City e também aparece em filmes como O casamento do meu melhor amigo estrelado pela atriz americana Julia Roberts, ou no recém-lançado O Direito de Amar, dirigido por Tom Ford. A jornalista Andrea Franco explora essa temática no seu novo livro “Por que toda mulher precisa de um gay em sua vida” – lançamento da Matrix Editora.

A autora explica que ter um amigo gay está na moda, é chique e fashion. Ela diz que a questão não é amar de paixão os gays e sim amar gente de bem. “Eu vou amar se ele for honesto, íntegro. E tenho amigos assim, que por acaso são homossexuais. Eles geralmente são pessoas descoladas, de bem com  a vida e ótimos para oferecer um ombro amigo.” – afirma Andrea.

Assim como os homossexuais sofrem preconceitos e lutam diariamente para conquistar seu espaço na sociedade, as mulheres enfrentam problemas semelhantes, esse é um dos motivos que mais os aproximam.

A obra mostra histórias dessa relação e depoimentos que provam os benefícios dessa amizade, para ambos os lados, e reafirmam que os gays são realmente mais sensíveis e compreendem melhor os desejos e angústias da alma feminina.

Sobre a autora
A jornalista Andrea Franco é pós-graduada em Jornalismo Internacional pela Universidade Estácio de Sá e já produziu textos para importantes veículos de comunicação do Brasil, além de atuar como assessora de imprensa. Também é autora do livro 40, sim! E daí?, igualmente publicado pela Matrix editora, e atualmente escreve no site Plena Mulher.

Sobre a Matrix Editora
A Matrix Editora é a única editora brasileira especializada em obras de humor e em temas bem-humorados. Em seu catálogo de autores constam nomes como Millôr Fernandes e Steve Martin, além de best-sellers como “Chaves – Foi sem querer querendo?” e “Mothern”.

Livro: Por que toda mulher precisa de um gay em sua vida – 152 páginas
Preço: R$ 28,00
Informações: Matrix Editora – Lenita ou Paulo – telefones (11) 3873-2062 / 9104-4471 ou pelo e-mail imprensa@matrixeditora.com.br

 

Nota: o blog “Agora…Acredita!” foi fonte de pesquisa para a produção da obra. Então, meu caro leitor, corra até a banca mais próxima e compre sua edição, ou prepare-se para comprar uma briga comigo. “risos”

11/01/2010

A roleta russa…

 

roleta2 Bom,

Este ano começou. Com ele, vem sempre aquela vontade de ser extremamente feliz.  Repensamos nossas metas e determinamos vários objetivos a longo prazo.

Dentro de cada um, existe aquela necessidade de ser completo. De sentir-se completado por  um outro alguém, de se encontrar em outrem.

Porém, nem sempre estamos realmente querendo. Ou queremos da forma errada. Ou ainda, nem queremos tanto assim, e simplesmente nos enganamos com o “falso positivo” que criamos em nosso sub consciente, assim como quando decidimos fazer academia, por exemplo: “Amanhã, eu começo a malhar!”.

Quando decidimos ter alguém para nossa vida, decidimos também abrir mão de parte de nossa vivência extremamente individualista. Sonhos compartilhados, bons momentos, e também outros ruins.

Não queremos o melhor emprego do mundo, tanto quanto queremos o maior amor do mundo. Nos agarramos á máxima “enquanto não encontrar o certo, vou tentando o errado”, e assim embarcamos na brincadeira da roleta russa de emoções.

Estamos intensamente a procura de nossa identidade em outras pessoas. Procuramos estabelecer um contato visual, uma aparência que nos agrade, atributos que nos satisfaçam. A primeira vista, parece ser perfeito. Analisamos tão intensamente o estereótipo que tanto buscamos, e resolvemos abraçar esta idéia.

Somos carentes de vivência. Somos pobres de compartilhamento. Somos ricos em afeto, porém não sabemos como partilhá-lo da maneira precisa.

E na roleta russa, descobrimos depois de certo tempo, que nem tudo é perfeito, que o ouro não reluz tanto quando achávamos, colocamos na balança que a beleza nem sem põe a mesa, e que também nem a riqueza.

Cada um de seu lado. Cada um em seu quadrado.

Dias passam, e mais uma vez nos vemos abandonados e entregues a solidão voraz… ocasião em que melancolicamente, começamos a lamentar as perdas… as brigas… as discussões, e reconhecemos que não somos realmente tão bons naquilo quanto acreditamos ser. O ego se esquiva, e daí a hipocrisia baixa a guarda, e percebemos então ter feito a grande cagada. Tarde demais?

Daí, vem a arma fatal… a recaída. Esta sim, não apazigua, não alimenta, mas sim fadiga. Temos a falsa perspectiva de que o retorno será tão bom quanto o começo fora outrora. Falsa esperança, ainda assim a última a nos abandonar.

E nesta roleta russa… mais uma vez estamos sozinhos. Então, dando a volta por cima, decidimos ir á busca. Caímos no pecado da caçavoraz mais uma vez. Tudo de novo. Tudo novamente.

Então chega a máxima desta situação. Até onde realmente esta roleta russa de sensações nos trás algo positivo? Pulando de galho em galho, não estamos adquirindo nada mais que apenas tristezas e uma falsa promessa de possível felicidade.

Acredito que a saída ideal para nossa existência, seja remanejar nossa busca, não procurando por um perfil exato, mas deixando na mão doacaso. Afinal, assim podemos acertar mais, já que escolhendo é tão errado e incerto.

A cada pessoa, a cada cama, a cada toque, o tempo perpassa. No final, restaram apenas pequenos fragmentos. Sensações de uma única noite, e de noite em noite, apenas pessoas. Estranhos sem rosto, dos quais nos lembramos vagamente, e que deixaram apenas as sombras e lembranças do espasmo, do gozo, e do vazio. Sim, depois vem a sensação de vazio, e nos entregamos ao abandono.roleta_russa_ao_luar_steps.3

Determinadamente, após partilhar da roleta russa, hoje procuro realmente algo que tenha um principio. Um meio, e sem esperar pelo fim. Não adianto a ocasião antes mesmo que ela possa chegar, pois é certo que um dia, ainda que tardará, sabemos que chegará.

Devo, pois, reprogramar minha busca, e procurar estabelecer relações. Estimular vínculos e afeto. Nada a nada, após um fim, sobrará ao menos a amizade, ou um possível carinho. Este ainda é melhor alento, de que o vazio do pós-cama.

Mas a pergunta que não cala: Até quanto, estaremos nesta intermitente roleta russa? Existe realmente felicidade no fim do túnel? Ou tudo não passou de apenas um sonho, e esta é a realidade, sermos eternamente incompletos e incompreendidos?

Quiçá…

26/03/2010

Vai planeta…

Filed under: Cine, Teatro & Blablablah!, Comportamento, Da redação..., Sensações — Leo Ferreira @ 1:23

Vocês provavelmente estão cansados desse bombardeio verde que assola a nets. Sinto muito, farei coro. Mas só um pouco. Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, eu podia estar dormindo – porque a labuta começa cedo – mas estou só postando.

Neste sábado, 27 de março, teremos um grande evento verde promovido pela rede WWF, que, ao contrário do que dizem por aí, NÃO é uma grande empresa maligna from hell com objetivo de comprar a sua alma. A WWF é uma das ONGs de meio-ambiente mais ativas, sérias e dignas da atualidade; e encontrou num gesto bem simples um jeito de mobilizar a população mundial em torno de uma causa: o planeta.

Começou em Sidney, Austrália. Coisa pouca. Sem propaganda, nem estardalhaço. Não custava nada e era até proveitoso pra quem aderia. E ali, na terra dos cangurus, nasceu a Hora do Planeta: cerca de 2 milhões de pessoas executaram um gesto simples – apagaram as luzes – e reduziram o consumo de energia em 10,2%. Fez muito bem pra conta de luz; mas também fez bem pra bola azul que MJ tanto amava.

(não esconda, eu sei que você clicou no link e está com as mãos pra cima, cantando feliz.)

Agora, a coisa cresceu e virou mega show. É global. Quando a WWF escolhe a data, o mundo inteiro arranja uma hora na agenda pra dormir, ter relações sociais sem fins reprodutivos, estudar, o que for – desde que seja sem consumir energia elétrica. Eles conseguiram: através desse gesto besta, coisa que todo mundo faz, eles conseguiram espalhar o mínimo do mínimo de consciência ambiental nas pessoas.

Parabéns pra eles.

Há quem não queira aderir. Há quem ache bobagem. Há quem diga que é mais um desses dias corporativistas pra se comprar coisas inúteis. Não é. Sim, temos muitos desses dias idiotas – a grande maioria nasce das hashtags igualmente estúpidas que criamos e disseminamos no Twitter – e deveríamos prestar atenção na adesão a esses eventos. Mas parar pra criticar uma iniciativa legítima como essa, e colocá-la no mesmo patamar do imundo Dia dos Namorados só faz dar dó da mãe do pobre intelecto que fez essa associação.

Fato incontestável: não somos donos da bolinha azul. Aqui na Terra, nós humanos somos os últimos inquilinos – e cabe ressaltar, somos também os mais incômodos. Não que a onda de catástrofes naturais seja culpa dos humanos; mas precisamos reconhecer que nosso comportamento irresponsável com nossas criações “maravilhosas” e com os recursos do planeta desencadeou e acelerou um processo altamente prejudicial para o ecossistema – e que pode ser fatal para nossa espécie. Precisamos ter consciência disso sim. E também precisamos começar a modificar esse comportamento, pra tentar desacelerar a hecatombe próxima (e esse próxima pode ser agora, daqui 1000 anos… Não importa. Somos responsáveis).

Tudo bem que você não pode parar a guerra no Iraque, não faz chover no Nordeste, não pode reconstruir o Haiti sozinho e também não fará pão para os milhões famintos pelo continente africano. Se você fosse a Mulher Maravilha, eu cobraria atitude, mas eu sei que não. Essas coisas estão fora de seu alcance, mas o botão de desligar a luz fica logo ali. E apertar esse botão, você pode. Você também pode passar um dia comendo macarrão. Você também pode passar um dia andando de bicicleta ou a pé. Você pode fazer isso. Que tal descer do salto, dar essa mãozinha ao movimento e mostrar ao planeta que você tem por ele o mínimo de respeito?

É algo a se pensar. Você já aderiu a St. Patricks, ao Valentine’s Day, ao Dia do Orgasmo, eu sei que todo dia 23 de dezembro você enfrenta filas quilométricas nas lojas pra comprar os DVDs da saga Twilight que a namorada pediu. Por que não aderir ao planeta? Essa adesão é de graça. Enfim. Apóio esse evento da WWF e vou dormir tranqüila no dia 27 de março, das 20:30 às 21:30, com as luzes devidamente apagadas. Eu respeito este planeta.

Mas ainda acredito que a WWF é ingênua ao contar com a colaboração do Brasil, um dos poucos países com um povo que adora fazer burradas na urna, sofrer por um mandato inteiro e depois ir lá legitimar de novo. Mas povo são sempre os outros. Nunca é você, leitor. Imagine se fosse.

*eu até ia postar sobre o caso Nardoni. Mas não cabe. Os senhores Roberto Podval e Francisco Cembranelli estão jogando o sagrado princípio do devido processo legal no lixo desde 2008. E são agora tuo que nos ensinam na faculdade a NÃO ser. Eu não darei Ibope a eles. E reservo aeles o silêncio.*

Enfim! Vejo vocês no escuro – ou não. Fiquem com a tia Madonna, a mensagem dela é bem interessante para os que possuem massa encefálica suficiente pra entender.

Extraído originalmente, e com louvor, da minha brilhante visinha: Thus Spoke Lekkerding – Vai Planeta

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16/01/2010

Sobre “AVATAR”…

 

AvatarA cerca de alguns dias atrás, tive a maravilhosa experiência de penetrar no mundo de “AVATAR”. Filme produzido por James Cameron, o mesmo diretor de “Titanic”, que nos envolve em uma inebriante esfera onde existe algo tão próximo da perfeição espiritual de maneira tal que jamais imaginaríamos.

No cenário caótico da lua de Pandora, imerso em um panorama de tecnologias jamais imaginadas para a produção de um filme, se desenrola uma trama simplesmente alucinante.

A emoção com que foi concebido, assim como a riqueza de fotografia, sonorização e efeitos especiais, tornam o enredo do filme ainda mais atrativo.Avatar

A sensação de presenciar a magia de AVATAR, foi algo que não tinha sentido ainda, assistindo um filme do gênero de ficção. Ele nos remete a uma fantasia tão realista, que por alguns minutos, ficamos totalmente presos aquela realidade, que mal nos damos conta da nossa própria realidade. Durante 166 minutos, fiquei aprisionado á cadeira, sem mal conseguir piscar, para não perder nenhum único detalhe.

A história de AVATAR mostra o amor, a sensibilidade, a importância de termos valores valores humanos (por mais que os tais “avatares” não sejam humanos), e de como lidarmos com o preceito de amizade, cordialidade, e respeito. Isto, sem falar na ligação espiritual que possuem com a natureza e tudo o que os cerca.

O que mais impressionou-me neste filme, foi a simbiose com que a direção conseguiu unir acontecimentos tão Jake Sully e Neytirirealistas, em uma situação tão atemporal. Impossível prever dilemas climáticos em uma atmosfera onde não existe oxigênio. Mas, ainda assim, há uma preocupação com a preservação das riquezas naturais e dos recursos. Difícil dizer que tantas das verdades pregadas no mundo encantado de AVATAR, apliquem-se tão maravilhosamente á nossa triste realidade: “biodegradação”, “preconceito”, “racismo”, “incompreensão”, “desrespeito”, “luta contra as diferenças, desigualdades e dificuldades”, “insubordinação”, e a horrenda “luta por interesses”, que assola qualquer possível prosperidade.

A ficção do filme nos prende de tal maneira, que quando acaba, torna difícil a imersão na realidade. Sentimos que, ao sair dali, deixaremos também uma parte de nós. Então, temos outros valores, outras visões, e acabamos com a sensação de que é melhor dormir, sonhar e desejar acordar em Pandora.

O filme mostra ainda, que é possível a sobrevivência em um território desconhecido, desgovernado, e livre de diretrizes e leis. Ensina que lutar contra as dificuldades as vezes pode ser nossa melhor saída. Define, que o inimigo não é tão feio e feroz quanto o pintamos, mas sim existe dentro de nós mesmos.

A lição tirada de AVATAR, é que em alguns momentos, sentimos vergonha de sermos humanos, dos nossos atos, e daqueles que são nossos pares. Explicita, que tudo que existe ao nosso redor, está sendo pouco a pouco destruído pelas mesmas mãos que criam.

Exemplifica, que algo feito pela mão do homem, passa a integrar nossa vivência, e que de uma forma ou outra, possuímos alguma ligação com tudo de que estamos próximos.

AvatarRecomendo o filme, a todos os sonhadores, a todos os que travam a árdua batalha da vivência, e que acreditam num amanhã, livre de ameaçar, livre de pressões e de riscos. Infunde, o desejo crescente de lutarmos com ambas as mãos, para proteger aquilo que tanto nos custou para ter.

Uma obra extraordinariamente brilhante, da qual jamais poderei esquecer.

 

Leo Ferreira

15/01/2010

Em tempos de BBB – sobre Orgastic, Dimmy e Unfollow.

Bom, não é mais novidade para ninguém, que gay é motivo de festa e confete. Já percebemos em outras edições, que a temática homossexual deu o que falar nos realities da vida. Agora nos deparamos com a situação em que, o estereótipo de “pobre, fragilizado e minoria” não cola mais (leia-se Cida, Mara e empregas domésticas da vida). No começo todo mundo fica comovido, mas depois começam a se perguntar: “O que fulano tá fazendo ali?”

É perceptível que o “personagem” escolhido para esta edição, o do Gay, fashionista, moderninho e influente, tem dado o que falar. Já em contra ponto, colocaram também um artista da noite gay de São Paulo, que tem um histórico de sucesso, porém conseguido a muito custo. Dimmy Kieer, o personagem, hoje é referência na noite paulistana, depois de muito tempo de suor e de gongação. Não é uma apenas mais um instant celebrity, surgida dos emaranhados da web 2.0. É um personagem de fibra, teatral e caricato, que impressiona pelo carão, pela performance, pelo jeito simplista, porém rebuscado, e pela irreverencia. Não apenas por cliques, coments, replies e follows.

Fabricar uma celebridade na net hoje em dia é muito mais fácil do que fazer alguém de corpo e mente. Ali, você é alguém envolto na proteção e conforto do seu desktop, sem nenhum perigo, sem riscos. Já na noite, nas baladas e casas da vida, festas de aniversário, despedidas de solteiro, de happy hours á enterros, é algo um tanto mais complicado. Ali, ou você cativa o público pelo seu poder de entreter, de persuadir, ou você acaba saindo as pressas do palco, sob vaias e xingamentos, muito ao contrário da típica celebrity star que surge do mundo dos cliques, onde a mídia negativa é repudiada na base do “unfollow”. Onde quem pensa diferente do cyber-séquito, é punido com uma chuva de agressões verbais.

É de se fazer pensar realmente se é esta a visão de homossexual que queremos que o mundo tenha. É esta a presença de espírito e estado que devemos levar á baila da Sociedade? Precisamos ser assim tão chulos e reles para conseguir conquistar nosso espaço? Não temos características predominantes que falem por nossos atos, a tal ponto que sejamos admirados? Sim, admiração as vezes basta para simples mortais. Não necessitamos da Glória!

Não sou contra nada, nem ninguém. Mas sou a favor sim, do sucesso digno e merecido. Aquele conquistado a muito custo, e não ganho com base em troca de favores, barganha e RT’s e #FF.

Não tenho opinião formada a despeito do Sr. Sérgio, ou Orgastic_Desire para os íntimos (leia-se intimidade virtual, sim, hoje em dia, quem lhe segue no Twitter é tão mais particular a você e a sua vida, que muitas pessoas do seu âmbito social), até porque não conheço-o pessoalmente, nem tampouco sigo sua trajetória.

A minha opinião, limita-se a compreender que, alguém que simplesmente surge da noite para o dia no mundo da fama, não tem base ou “tempo de casa”, ou “registro em carteira” para poder levantar uma bandeira tão grande quanto a bandeira mítica da luta contra o preconceito. Quanto mais formação histórico social para debater mitos e tabus.

Certo, estamos em um mundo onde vivemos o preconceito, vivenciamos a hipocrisia, esbarramos no falso moralismo. Ok, ok, ok. Mas por outro lado, temos de assimilar qual a forma com que nos deixamos ser vistos pelos olhos dos outros. Não do inimigo, mas do contrário, do que pensa diferente.

Se coubesse a mim, e se fosse uma questão de escolha, não teria jamais elegido o Sr. Orgastic para representar-me perante a Sr.ª Sociedade, até mesmo porque, como pude notar no vídeo de apresentação do BBB, observei um comentário que explicitou muito da personalidade desta pessoa. “Sou o que sou, e fodam-se os que não gostarem de mim.”

Refletindo a respeito, acredito ter notado algo amplamente egoísta, para não falar em deslumbramento. Trazendo a situação mais a baila da realidade, é perceptível que não estamos em um mundo onde podemos dizer foda-se em todos os momentos. Não existe aquele ou este que não precise ou dependa disto ou daquilo. Não podemos ser tão antiéticos e extremos individualistas, a ponto de acreditar que nos bastaremos de nós mesmos. Penso assim, no cúmulo da pretensão. É por demais pretenciosismo, acreditar que se é tão auto-suficiente que não precise de ninguém, ou que possa dispensar a opinião alheia e controversa aquilo que rotulamos como contrário ao que mostramos ser.

Temos de trabalhar sim com as diferenças, e relevar sim as divergências de opinião. A construção da moralidade se dá a partir da análise de fatores divergentes. Como então, embasar uma vivência em uma opinião tão rebelde?

Será que estamos diante de uma nação de pessoas pretenciosas e tachistas? Ou devemos continuar com a bandeira de “Gays são do bem” , “Gays são bons”, “Gays são legais”?

Para comentar ainda, é bastante peculiar alguém se bastar de si, quando percebo apenas alguém querendo mais nada do que atenção. 2 piercings, cabelo acompanhando a moda, trajes fashionísticos… bom Sr. Orgastic_Desire, acho que você não dita tantas tendências assim… Isto já era moda, antes de você ser POP.

Ainda sobre BBB, digo que estou notando um clichê mais batido do que reeleição presidencial. Daqui a pouco não teremos de lutar contra a discriminação. Os fantasmas que caçaremos serão os do sarcasmo. Teremos de aceitar piadas e chacotas do tipo “o gay virou a casaca”, “a biba prendeu a franga”. Já é perceptível o desfecho que seguirá o personagem Orgastic_Desire. Terá um romance com a Srt.ª Tessália Aliastes (aqui, nota-se o repetéco, porque ‘edredons’ sempre vem a calhar…), e contrariará todo e qualquer empenho, de qualquer campanha pró homossexualismo, que se tenha notícia até então.

Sim, o populismo alcança as massas e dissemina opiniões tão rápido, quanto a fome assola as minorias desfavorecidas e flagelados. Em outro aspecto, não podemos então minar e segmentar a santa “opinião individualista e egocêntrica do Sr. Orgastic”. Claro, vivemos em uma nação livre… verdade?

Penso apenas, que quando se está em um programa de tamanha audiência e repercussão, não pode-se pensar apenas no “eu” individual, mas também no “eu” público, em quem se está mostrando do outro lado do muro. Deveria ele, ao menos relevar e velar pelo título que carrega, e que ostenta. Antes de ser uma figurinha carimbada e reconhecida, acho que Orgastic_Desire foi incluído no hall de participantes do BBB, fundamentalmente por ser Gay. Ou alguém duvida? Já, que este é perfil que anda tão em alta, e é tão bajulado.

Mas sarcástico ainda, é o fato de a direção de um reality como o Big Brother, incluir um Gay, uma Dragg Queen, e uma lésbica, em um programa exibido em horário nobre, e (“supomos”, sem combinação alguma, pois partimos do princípio de que nada é planejado…) continua vetando a figura do gay em suas tramas. Ou será que já esquecemos da polêmica do beijo gay da novela América?

Bom, então aproveito para planejar e para comentar meu voto. Voto contra a pretensão, contra a falta de personalidade, contra a futilidade, contra as instant celebrities, contra o falso homossexualismo, e também a falta de originalidade! Estes são meus indicados ao paredão, e vou aguardar até vê-los eliminados.

Léo Ferreira

12/01/2010

Por outro lado…

 

2hoegrn[1] Nem sempre tudo é da maneira como a gente quer, ou como a gente pensa ser. Que seria do mundo se pudessemos dizer a tudo e a todos como ser e se portar diante de nossas ações e reações? Que dizer então da amizade?

A amizade é uma coisa realmente interessante de se ver. Por um certo tempo, achamos que a amizade será um sentimento que permeará toda a nossa existencia. Que viveremos para sempre aquela coisa boa, aquela amizade colorida de sempre, e que tudo será como no mundo dos teletubbies.

Em tempo, percebe-se com a vivência, que certas coisas na vida não acompanham nosso desenvolvimento. Uma dessas coisas é a amizade.

Temos amizades em varias escalas e em diferentes intensidades.

Existem aquelas que adquirimos na balada, no colégio, na faculdade, no cursinho de inglês, na academia, na aula de informática… estas vão ser sempre as mesmas, e são pessoas temporárias em nossas vidas.

Temos as amizades que fidelizamos desde criança, aquelas das quais achamos que nunca mais separaremos, e que serão eternas em nossas vidas, que um dia seremos velhinhos sentados em um banco de praça, de mãos dadas, ou jogando xadrez, e distribuindo arroz aos pombos.

Existem também amizades que são especiais. Aquelas a seu modo, que guardamos no fundo do coração. Não  é aquela onde você se sinta realmente especial de alguma maneira especifica, mas que acima de tudo, sabe e ser especial.

A amizade entre um gay e uma menina por exemplo, tem suas várias facetas. E a medida que vamos amadurecendo, acredito colher mais e mais percepções a despeito dela.

O melhor amigo gay de uma mulher, menina, adolescente, lhe é mais fiel e autêntico que um cão ao homem. Éaosxnb[1] aquele que lhe diz: “Querida, sua maquiagem está péssima”, minutos antes da formatura, onde será ela percebida e notada por todas as pessoas que acompanharam sua trajetória. É aquele que lhe diz: “Fique bem, ele não te merecia mesmo, ;D”, depois de uma decepção amorosa mal compreendida. É aquele que mostra o mundo de uma outra maneira, de um modo totalmente feliz e bonito, mesmo que este não seja o seu próprio mundo, e mesmo que esta não seja a sua maneira pessoal de vê-lo, porém, ainda assim faz com que o enxergue, caso isto vá fazer toda a diferença naquela situação.

Eu, durante um tempo, acredito ter sido enormemente incompreendido. Acho que a máxima de amizade é feita de mais coisas que a simples companhia. Amigo, não é aquele que está ali, do amanhecer ao anoitecer do seu lado, vivendo sua vida, se alimentando dos teus viveres, e sim aquele que vive a própria vida, e de acordo com a realidade, lhe mostra uma visão diferente daquela que talvez você ache que seja.

O melhor amigo gay não é aquele que está o tempo todo do seu lado, segurando vela com você e seu namorado, monitorando-o o tempo todo, para depois correr e fofocar sobre os bastidores dos melhores momentos. É sim, aquele que sabe aguardar ser solicitado, ser chamado a ouvir os fatos realmente importantes, e aquele que tem na ponta da lingua a análise que você espera, e a confirmação daquela sua suspeita.

O bom amigo, é aquele que sabe ser útil e oportuno quando realmente se precisa. Não aquele “oportuno”.

Sou do tipo que se aproxima facilmente das pessoas. Que não faz questão de sexo, raça, credo, cor, mas que sempre está de coração aberto. Mas não por isto, significa que eu esteja constantemente, 24 horas ao seu lado, segurando qualquer barra com você. Para isto existe uma outra instância, a sua consciência.

E se, ainda que em qualquer ocasião, questionar a minha lealdade, ou necessidade, ou julgar que a felicidade momentâneamente adquirida é tão maior que a da amizade, nesta ocasião, saberá realmente que não terá dado valor algum á atenção, dedicação e lealdade desta amizade em questão.

Nós, temos o poder de julgar, sem interarmos a respeito dos diversos fatores de uma determinada situação. E o julgamento, em uma amizade, pode ser uma arma mortal. Porém necessário.

Tudo na vida, possui dois lados. Duas razões. Duas situação. Gratidão, doação, são coisas que não se paga. Porém, é o fator motivador de uma amizade, seja ela de quem e com quem for.

Existem ainda as amizades influenciadoras. As que por um dado motivo, nós fazemos questão de ter, mesmo que ninguém compreenda nossos porques.

Algo que é claro, é que o amor a um amigo ou amiga, jamais será ou é igual ao ao amor que se dá e se sente de outro alguém.

xd3kl[1] O amor do amigo, da amiga, daquele e daquela que é real, e para a vida toda é gratuito e incondicional.

O amor á um homem, ou a uma mulher, é fugaz. Momentâneo. Passageiro. Porém, ainda assim necessário.

A alquimia da amizade, os laços perfeitos que unem uma pessoa a outra, são duas substâncias não soluveis, assim como a água e o óleo.

Nestas amizades, o mais precioso são os momentos. Estes sim resistem e sobrevivem a toda e qualquer mágoa. Quebra as máculas, e faz reverberar a sensação de saudade.

Falta, dos momentos bons. Da primeira balada. Do primeiro beijo. Do primeiro encontro.

Porém, assim como as coisas boas da vida, a amizade é algo que também dura pouco, ou muito. Nada é para sempre, isto é sabido. Mas existe sempre a possibilidade de recomeçar e de saber fazer ser mágico novamente.

“Feel the love generation”

- Bob Sinclar Bob Sinclar

08/01/2010

As boas novas…

Filed under: Da redação... — Leo Ferreira @ 23:00
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Bom, as festas passaram, as farras acabaram, e só restou a ressaca da bela bededeira nossa de cada fim de ano. Em tempo, aproveito para dar boas vindas aos novos leitores, que por cargas dágua aqui aportarem, e agradecer aos antigos, que tiverem a paciência de me seguir.

De malas prontas, deixo para tras o meu antigo blog “Acredita!”, mantido em servidores Wordpress.com, e trago minhas tralhas para a pensão da tia Geek.

Sim, agora de mala e cuia, trago a vocês minhas boas(ou nem tanto…) novas, via Geekgirl.com.br.

Agradeço ainda, nesta oportunidade, á Camila Paganini, pela gentileza de ter-me cedido espaço aqui, como também ao gostoso do Sérgio(namorado dela), pelas torturosas noites em que me suportou, nos backstages da festança, enquanto eu lutava com toda a parafernália 2.0, necessária para trazer todos os meus móveis acá, me dando uma forcinha.

Ainda neste clima de boas novas, e nesta onda de rasgação de seda, já destribuo “thank’s” para os meus queridos amigos que também me auxiliaram na tortuosa missão de integrar este template nativo do Wordpress.com, para a plataforma Wordpress.org. Agradeço de coração á Lekkerding, por todo o apoio e suporte que me prestou, as vezes á plenas 2:00h da manhã… á @Claudinhaxinha e @MikaKon pelas dicas e revisão de template… ao @fabinho, pelo insentivo e apoio moral… e a minha sempre diva e musa inspiradora Raphaella Quarterone (de queijo)… por tentar arrumar meu BG… e tb por que roubei seu button de RSS que tava sem… Não poderia deixaria também, de agradecer a um moleque muito chato, mas que tem uma paciência de jó: @Raony… você também foi o cara!

Ainda nesta edição, gostaria de esclarescer aos leitores deste blog, que pretendo trazer uma roupagem diferenciada em 2010, com um conteúdo mais abrangente, e de maior qualidade, falando de coisas realmente fundamentais e úteis, com uma pausa ou outra para falar qualquer besteirinha, pois não sou de ferro.

Como saldo positivo de 2009, posso deixar já aqui registrado, que uma das notícias que mais me felicitaram e que inclusive me motivou a retomar o blog, foi o fato de que o conteúdo do Acredita!, foi utilizado como material de estudo por uma jornalista carioca, que em breve lancará um livro a respeito das várias facetas da cultura GLS e do comportamento humano.

Em tempo, deixo meus principais meios de comunicação na página principal, para que possam me localizar em qualquer lugar desde planeta digital, e não somente na limitada e estática blogosfera.

Até a próxima.

Leo Ferreira…

Agora, acreditando!

25/05/2009

Sobre Parada, Amy Winehouse, Novelas e Homofobia: Fuck You…

 

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Bom,

Hoje em dia vejo que ser gay ou bissexual virou tendência, e que certas coisas já caíram na margem do populismo. Em pleno século XXI, ainda criam caso na TV a respeito de “pretensos” beijos gays, o que nada mais significa que um oportunismo, já que fabricam toda uma falsa expectativa em torno disto, que por sua vez retorna na forma de audiência, mesmo que de indignação, mas ainda assim atingem o propósito original. Dos tempos de “América”, novela da Rede Globo, lembro-me do reteté feito em torno do abortado beijo de Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro), guardado para um final de novela, que não rolou. Ao contrário de América e Paraíso Tropical, que chegaram a gravar os supostos beijos, ainda somos assaltados pela mesmice, e somos presenteados com essa campanha de marketing patética e infundada, agora repetida pela Rede Record, que vetou um beijo lésbico.

Em tempos onde, Amy Winehouse mesmo fazendo declarações homofóbicas, vende mais que livro didático, imagesomos presenteados dia a dia com tantas outras noticias do tipo. Lendo a Veja SP desta semana, quase surtei ao ver uma matéria intitulada “Babado Forte”, que trazia detalhes a respeito das intensas negociações entre donos de Boates GLS de renome e prestígio em SP, e da Associação da Parada Gay de SP. Segundo a matéria, o motivo das discussões era a respeito do preço absurdo cobrado pela Associação para que as Boates levassem seus carros para a avenida. Na edição passada, custava algo em torno de R$5 mil ter um carro com o nome da casa na paulista. Já para este ano, estima-se algo em torno de R$10 mil para cada carro, com mais R$5 mil adicionais para cada nome comercial veiculado nas laterais dos carros.

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Não obstante, ainda vejo que a temática gay tenta a passos lentos infiltrar no cenário da política nacional. Nessa investida, que conta com Frentes Parlamentaristas LGBT á pedidos do governador do RIO para que funcionários públicos saiam dos seus armários na Parada carioca.

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O que percebesse com esse furor todo, é que os direitos e reivindicações tão difundidos pelas frentes de militância LGBT estão sendo mascarados por campanhas e aspirações políticas, e pelo lucro com mídia e publicidade oportunista.

Realmente estamos em um momento de “vestir a bandeira” do arco-íris e gritar aos sete ventos a homossexualidade? Também não é direito á privacidade? a Individualidade?

Não sou contra os gays que ficam no aconchego dos seus armários não. Afinal, esqueceram que antes das campanhas publicitárias e do turismo milionário que o “gay-friendly” ocasiona, também temos direito á diversão e ao livre-arbítrio.

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Quanto a parada, acredito que mesmo aumentando a cada edição, perdeu um pouco do seu foco original. Não vejo hoje um dia de protesto e de manifestação pró direitos dos homossexuais. A cena que temos é de uma Sodoma e Gomorra generalizada, cheia de libertinação, coberta por uma bandeira ton-sur-ton. Não que eu seja contra uma forma livre de diversão e fervor, mas assistir a heterossexuais se aproveitando das lésbicas confusas e alcoolizadas para irem à forra, travestis manchando a dignidade das “Dragg Queens” de avenida fazendo atendimento e PG(programa) em pleno evento, bom isso já não é parada para mim.

Deixo claro aos gays, que devem aproveitar este momento, em que a criminalização da homofobia e a união civil homossexual (direitos fundamentais do individuo gay, que por um lapso temporal não estiveram incluídos na Lei Magna), estão tão em alta e fazerem uma retrospectiva dos últimos acontecimentos e pensarem até que ponto chegamos e até onde poderemos ir, quantas tantas vitórias poderemos conquistar.

Para firmar minha opinião contra a homofobia, finalizo com a mensagem trazida neste vídeo divulgado via Youtube, produzido por internautas franceses, leitores do portal GayClic.com, para celebrar o Dia Internacional contra Homofobia, dia 17 de maio de 2009.

A legendagem e divulgação do vídeo foi realizada pelo twitter Leandro Rocha.

Léo Ferreira

23/05/2009

Mulheres Desmistificadas #02 – Porque os Gays geralmente não gostam de Lésbicas.

 

Bom,

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Estava eu pensando sobre a amizade entre Gays e Lésbicas, e sobre o pouco convívio social existente entre estes grupos tão diversificados e tão semelhantes.

Após vários depoimentos colhidos, com amigos e amigas do babado, tive diversas abordagens a respeito deste assunto, que no final das contas, se resume a um senso comum: "cada um no seu quadrado".

Tendo tanto amigos gays, como amigas lésbicas, assumidos ou não, comprometidos ou não, percebi que rola certa antipatia entre eles e elas… E fui atrás dos porquês desta questão.

Para alguns amigos, não existe problema algum no relacionamento com mulheres gays. Mas também não existe um partido favorável. Já para as amigas "sapas", também não existe nenhuma dita ‘rixa’. Apenas não existe uma pré-obrigação de que ambos mantenham alguma espécie de vínculo, apenas pelo fato de terem optado pelas mesmas escolhas.

Indo um pouco mais além, há quem diga que não tem problema algum com as lésbicas, pois ter algum preconceito em relação a uma lésbica seria o mesmo que ter preconceito com toda a variante existente entre os próprios gays.

Alguns amigos tidos como mais "sensíveis", afirmam que as ‘barbies’ (lésbicas que se portam como fêmeas, e não possuem nenhuma espécie de trejeito masculino) são de certa forma adoráveis. Chegam até a trocar dicas de tinta de cabelo, de designs para novas peças de roupa, toques de maquilagem e beleza e coisas do tipo. Já as ’sapas e caminhões’ (lésbicas com um comportamento mais associado á identidade masculina), possuem uma espécie de comportamento agressivo em relação aos gays que chega a repelir e inibir uma possível sociabilidade.

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Wish*** diz: Porque elas são estranhas. Brutas, machos…eu  hein. Falo sério. Sexta passada  mesmo, indo para [...] sentei do lado de duas lésbicas no ônibus. Uma delas, que estava do meu lado, me deu até medo.

 

 

 Certas opiniões chegam a ser de certo modo até cômicas. Por exemplo, uma que recebi de outro amigo, que quando perguntado sobre o assunto, certo amigo respondeu: Inveja. Elas estão em constante disputa conosco. Disputa essa infundada. Elas querem a todo o momento provar a elas mesmas e a todo mundo o quão masculinizadas conseguem ser e sentir-se. Ao passo que é exatamente o contrário que nós buscamos às vezes. Não existe razão para essa mania de tentar igualar-se á figura masculina, assim como também acho desnecessário o excesso de certos gays em tentarem ser tão femininos o tempo todo, em quererem tanto se assemelhar á identidade da mulher.

 

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Dado diz:

Inveja

Léo Ferreira … diz:

Só isso?

Dado diz:

Resume-se nisso!

 

Há quem afirme que a falta de compatibilidade entre estas duas tribos é pelo simples fato de mesmo sendo como um só estão sempre em lugares e situações peculiarmente tão distintas. É como se onde houvesse gays, não existissem lésbicas. Mas quando partilham o mesmo espaço, convivem em perfeita harmonia, mas desde cada um no seu quadrado.

 

clip_image003feh diz: Acho que homossexuais homens não se dão bem com homossexuais mulheres pelo preconceito que existe entre eles e pela falta de afinidade (freqüentar mesmos locais e etc.), mais isso não vale só para gays e lésbicas, podemos incluir que esse preconceito ou falta de afinidade existe entre gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros. Acho que essa falta de afinidade se da por serem todos de mundos completamente diferentes, como gays não freqüentam os mesmos lugares que travestis e assim por diante. Esta certa falta de afinidade também acontece com pessoas de mesma orientação sexual como os gays da nova geração (que cuidam do corpo, trabalham em altos cargos e etc.), eles tem preconceito contra os gays cabeleireiros por exemplo. Já gays com gays, lésbicas com lésbicas tem certa afinidade, maior que a que um gay teria com uma lésbica, e nisso acaba sendo criada a diferença existente entre esses diferentes mundos.

 

Bom, resta apenas concordar com a opinião de cada, assim como também saber que existem milhares de casos desconexos, onde esta situação é plenamente possível.

Vale apenas lembrar que a alma feminina, em sua essência, é algo completamente complexo de ser compreendido. Ainda assim, por mais ‘masculinizada’ que seja ela, ou mais ‘feminina’ que possa parecer, ainda assim será uma mulher.

E continua assim a minha busca eterna pela compreensão da lógica destas criaturas.

 

Léo Ferreira

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