Acredita ser apenas um meio de vazão…para minhas idéias, sensações, impressões, emoções, e cositas mas…

11/01/2010

A roleta russa…

 

roleta2 Bom,

Este ano começou. Com ele, vem sempre aquela vontade de ser extremamente feliz.  Repensamos nossas metas e determinamos vários objetivos a longo prazo.

Dentro de cada um, existe aquela necessidade de ser completo. De sentir-se completado por  um outro alguém, de se encontrar em outrem.

Porém, nem sempre estamos realmente querendo. Ou queremos da forma errada. Ou ainda, nem queremos tanto assim, e simplesmente nos enganamos com o “falso positivo” que criamos em nosso sub consciente, assim como quando decidimos fazer academia, por exemplo: “Amanhã, eu começo a malhar!”.

Quando decidimos ter alguém para nossa vida, decidimos também abrir mão de parte de nossa vivência extremamente individualista. Sonhos compartilhados, bons momentos, e também outros ruins.

Não queremos o melhor emprego do mundo, tanto quanto queremos o maior amor do mundo. Nos agarramos á máxima “enquanto não encontrar o certo, vou tentando o errado”, e assim embarcamos na brincadeira da roleta russa de emoções.

Estamos intensamente a procura de nossa identidade em outras pessoas. Procuramos estabelecer um contato visual, uma aparência que nos agrade, atributos que nos satisfaçam. A primeira vista, parece ser perfeito. Analisamos tão intensamente o estereótipo que tanto buscamos, e resolvemos abraçar esta idéia.

Somos carentes de vivência. Somos pobres de compartilhamento. Somos ricos em afeto, porém não sabemos como partilhá-lo da maneira precisa.

E na roleta russa, descobrimos depois de certo tempo, que nem tudo é perfeito, que o ouro não reluz tanto quando achávamos, colocamos na balança que a beleza nem sem põe a mesa, e que também nem a riqueza.

Cada um de seu lado. Cada um em seu quadrado.

Dias passam, e mais uma vez nos vemos abandonados e entregues a solidão voraz… ocasião em que melancolicamente, começamos a lamentar as perdas… as brigas… as discussões, e reconhecemos que não somos realmente tão bons naquilo quanto acreditamos ser. O ego se esquiva, e daí a hipocrisia baixa a guarda, e percebemos então ter feito a grande cagada. Tarde demais?

Daí, vem a arma fatal… a recaída. Esta sim, não apazigua, não alimenta, mas sim fadiga. Temos a falsa perspectiva de que o retorno será tão bom quanto o começo fora outrora. Falsa esperança, ainda assim a última a nos abandonar.

E nesta roleta russa… mais uma vez estamos sozinhos. Então, dando a volta por cima, decidimos ir á busca. Caímos no pecado da caçavoraz mais uma vez. Tudo de novo. Tudo novamente.

Então chega a máxima desta situação. Até onde realmente esta roleta russa de sensações nos trás algo positivo? Pulando de galho em galho, não estamos adquirindo nada mais que apenas tristezas e uma falsa promessa de possível felicidade.

Acredito que a saída ideal para nossa existência, seja remanejar nossa busca, não procurando por um perfil exato, mas deixando na mão doacaso. Afinal, assim podemos acertar mais, já que escolhendo é tão errado e incerto.

A cada pessoa, a cada cama, a cada toque, o tempo perpassa. No final, restaram apenas pequenos fragmentos. Sensações de uma única noite, e de noite em noite, apenas pessoas. Estranhos sem rosto, dos quais nos lembramos vagamente, e que deixaram apenas as sombras e lembranças do espasmo, do gozo, e do vazio. Sim, depois vem a sensação de vazio, e nos entregamos ao abandono.roleta_russa_ao_luar_steps.3

Determinadamente, após partilhar da roleta russa, hoje procuro realmente algo que tenha um principio. Um meio, e sem esperar pelo fim. Não adianto a ocasião antes mesmo que ela possa chegar, pois é certo que um dia, ainda que tardará, sabemos que chegará.

Devo, pois, reprogramar minha busca, e procurar estabelecer relações. Estimular vínculos e afeto. Nada a nada, após um fim, sobrará ao menos a amizade, ou um possível carinho. Este ainda é melhor alento, de que o vazio do pós-cama.

Mas a pergunta que não cala: Até quanto, estaremos nesta intermitente roleta russa? Existe realmente felicidade no fim do túnel? Ou tudo não passou de apenas um sonho, e esta é a realidade, sermos eternamente incompletos e incompreendidos?

Quiçá…

17/05/2009

Mulheres Desmistificadas #01 – Sobre a amizade entre mulheres e gays…

 

imageCerto dia, ao ser consultado por uma amiga, acabei batendo nessa tecla:

“Porque será que a amizade entre gays e meninas sempre dá tão certo?”

Consegui chegar a várias conclusões, as quais apresento aqui, como um meio de justificar  realmente essas amizades são sempre promissoras.

Para chegar nessa máxima, basta seguir uma linha simples de raciocínio. Uma mulher quando consulta outra pessoa, quem quer que seja, simplesmente pelo fato de querer ter um contraponto, uma opinião totalmente favorável ao que ela sugere ser a decisão ou ação certa a ser tomada, ou ainda algo que negue totalmente o que se tem em mente. Não á nada mais simples que somente opinar. Dar opiniões, sem tomar conhecimento prévio dos fatos ou detalhes, sempre leva á uma opinião de certo modo imparcial, eis que não sabendo dos minuciosos detalhes, não tomamos partido algum.

Modéstia parte, os gays sabem bem como visualizar o fator problema em prática, constatando logicamente a melhor saída a se tomar, pois simplesmente visualiza-se o problema como sendo um problema alheio a nós, um problema que sabemos não ser nosso, e que é único e exclusivamente, problema dela, o que acaba nos levando a emitir uma opinião de quem está de fora da coisa, e convenhamos, o problema do outro, sob nosso aspecto, sempre parece bem mais simples de resolver.

Sendo assim, logo falamos:

“olha amiga, faz assim, assim e assado, que vai dar certo.”

Temos ainda que levar em consideração, que nem sempre as mulheres querem realmente uma opinião para poder basear suas ações. Em algumas situações, busca unicamente um apoio, uma palavra amiga, um empurrão, sendo estas as mais céticas, que jamais levariam a cabo um conselho recebido de alguém, por melhor que possa parecer. Estas, as sensatas e seguras são minhas prediletas, pois demonstram ter mais personalidade, que as que fazem o tipo “emocionalmente abalada e confusa”.

Toda mulher tem suas inquietações e grilos, isto é fato, afinal são mulheres. Assim como os homens, todos têm seus defeitos, afinal é típico do homem errar mais… e segundo elas, sempre.

Por outro lado, vem a amizade feminina. Aquela amizade fraterna, coberta de coleguismo e de companheirismo. Ledo engano.

É senso comum entre gays que não existe coisa que soe mais falso que a amizade entre mulheres. Aquelesimage bordões “amiga, estou torcendo por você…”, “amiga, você sabe que tá certa!”, “claro, ele é mesmo um canalha…” são típicos de uma amizade feminina. O que é mais claro nisso tudo, é que as mulheres nem sempre querem apoio. Elas procuram as vezes alguém que lhe aponte o dedo na cara e diga… “você cagou no maiô, gata”.

É fato que o seu namorado vai ser sempre menos bonito que o da sua querida amiga, assim como o seu esmalte rendada nunca será tão tendência quanto o havana que ela está usando, tanto quanto o vestido que você comprou achando ser super descolado, é simplesmente coisa de liquidação na opinião dela. Querida, esqueceu aquela tênue linha que divisa os interesses comuns? Mulheres vivem em constante disputa, assim como reza aquele velho sermão de que uma mulher não se veste para si, nem para um homem, mas sim para outra mulher, vale perfeitamente nesta situação.

Quanto as opiniões sobre relacionamento a dois, é típico do pensamento de um heterossexual “pera aí… um gay gosta da mesma coisa que uma mulher, então qualquer coisa que disser, será para deixar ela por menos, afinal, quer mesmo é tomar o cara do momento dela…” Errado!

Apesar de gays e mulheres terem a mesma preferência, ambos temos públicos-alvo totalmente distintos. Trocando em miúdos, o cara que está com ela, jamais será o cara que está comigo, assim como o cara com quem estou, jamais estará com ela. Mas claro, existem as exceções. São nelas que se confirmam totalmente o que antes foi dito. Um gay jamais irá virar a cara para uma amiga, simplesmente porque por acaso, o gatinho do momento que ela está paquerando, não é nada mais nada menos que o ex dele. Agora, tenho plena certeza, que se o seu gatinho do momento tiver sido um ex de certa amiga sua, a coisa de dois ou mais anos, com certeza, ela vai fechar a cara para você.

Amigas nestas situações adoram fazer o drama de “traídas pela confiança”. Cara amiga, se você está nesta situação, saiba que esse na verdade esse drama todo nada mais é que uma desculpa esfarrapada para terminar uma amizade que já não mais existia.

Olhando por outro lado, diferente de uma amiga sua que esteja rolando de rir de você pelas costas, pelo fato de ter engordado mais que a baleia orca, tenha a certeza de que a sua queridíssima amiga vai simplesmente te olhar e dizer “amiga, você está ótima”… Ao passo que um amigo gay, já vai te dizer “Colega… cuidado se não nem vai mais poder usar aquele jeans babadeiro, de tão rolha de poço que você tá ficando.

Gays aprendem no dia-a-dia a serem sinceros consigo e com os outros. Aprendem que não adianta de nada tanta concorrência, se na hora final o fator decisivo é uma simples questão de química. Já uma amiga, sempre terá vencido você porque para ela com certeza, ela é mais bonita ou mais gostosa que você.

Aprendemos também, que nunca se cobiça o namorado alheio, pior ainda se for da amiga… é pior que atraso de vida. Afinal, tem macho para todo mundo, e não! Não trocamos uma amizade por alguém belo, alto, bonito e sensual que nos leva pra cama. Sabemos sim valorizar verdadeiramente uma amizade, isso, quando ela realmente vale a pena.

Portanto, colega… acredita… acredita, que a amizade com aquele seu amigo gay é babado certo. ;)

image
Aproveito, para registrar meus agradecimentos pessoais á
Raphaella Q., por ser meu molde ideal de feminilidade e fonte de inspiração.

Léo Ferreira