Acredita ser apenas um meio de vazão…para minhas idéias, sensações, impressões, emoções, e cositas mas…

13/04/2010

A selva de pedras…

Quantas vezes você já se pegou sonhando com a viagem dos sonhos?

Vivemos imaginando a fuga, a viagem sonhada, a solidão, o isolamento. Estamos constantemente em busca de novos rumos e horizontes. Pensamos a todo instante em soluções eficazes para nossa vida, para aperfeiçoar nosso cotidiano no trabalho, para ter condições melhores financeiramente. Buscamos tudo, o todo.

Não notamos que vivemos em meio a uma selva de pedra; vivemos reféns do cativeiro que nós criamos.

Às vezes, queremos pegar o carro, sair dirigindo pela estrada, com o som no último volume. Queremos apenas pensar em nada. Em nada e em tudo. Refletir.

Será que conseguimos conciliar hoje e ontem, ao passo que vivemos?

Estamos realmente nesta tremenda selva de pedras. Somos cativos das nossas ações e pensamentos. Tudo que fazemos e projetamos tem um retorno prático. Nem sempre benéfico.

Buscamos o aprimoramento, a conscientização, a liberdade.

Mas não nos damos conta de que buscando tanto, esquecemos alguns momentos únicos. Deixamos de vivenciar pequenas passagens que simplesmente acontecem e não voltam mais.

Quem nunca quis voltar no tempo pra reviver os bons momentos ?

Quem nunca quis ter o poder de consertar os erros?

Façamos então uma nova viagem. Para onde? New York!

Sim, lá é o lugar perfeito. O esconderijo perfeito; entre milhares, você será somente mais um na multidão.

Nova York não está tão longe quanto pensamos. Para esta viagem, nem mesmo precisamos de passaporte.

A condição é unicamente PERMITIR-SE!

Permita-se viver mais. Correr menos. Aproveitar e viver melhor.

O corpo humano muitas vezes é escravo da mente. Torna-se escravo de nossas decisões. Com o passar dos dias, e do tempo, vai tornando-se obsoleto.

O momento de renovação é o agora. RESGATAR-SE!

Em Nova York, tudo é belo, tudo é lindo.

Viva esta viagem que não está fora das suas condições, mas sim dentro da fronteira da sua mente!

Nova York pode ser aqui mesmo, na esquina, em qualquer lugar.

Basta QUERER!

11/01/2010

A roleta russa…

 

roleta2 Bom,

Este ano começou. Com ele, vem sempre aquela vontade de ser extremamente feliz.  Repensamos nossas metas e determinamos vários objetivos a longo prazo.

Dentro de cada um, existe aquela necessidade de ser completo. De sentir-se completado por  um outro alguém, de se encontrar em outrem.

Porém, nem sempre estamos realmente querendo. Ou queremos da forma errada. Ou ainda, nem queremos tanto assim, e simplesmente nos enganamos com o “falso positivo” que criamos em nosso sub consciente, assim como quando decidimos fazer academia, por exemplo: “Amanhã, eu começo a malhar!”.

Quando decidimos ter alguém para nossa vida, decidimos também abrir mão de parte de nossa vivência extremamente individualista. Sonhos compartilhados, bons momentos, e também outros ruins.

Não queremos o melhor emprego do mundo, tanto quanto queremos o maior amor do mundo. Nos agarramos á máxima “enquanto não encontrar o certo, vou tentando o errado”, e assim embarcamos na brincadeira da roleta russa de emoções.

Estamos intensamente a procura de nossa identidade em outras pessoas. Procuramos estabelecer um contato visual, uma aparência que nos agrade, atributos que nos satisfaçam. A primeira vista, parece ser perfeito. Analisamos tão intensamente o estereótipo que tanto buscamos, e resolvemos abraçar esta idéia.

Somos carentes de vivência. Somos pobres de compartilhamento. Somos ricos em afeto, porém não sabemos como partilhá-lo da maneira precisa.

E na roleta russa, descobrimos depois de certo tempo, que nem tudo é perfeito, que o ouro não reluz tanto quando achávamos, colocamos na balança que a beleza nem sem põe a mesa, e que também nem a riqueza.

Cada um de seu lado. Cada um em seu quadrado.

Dias passam, e mais uma vez nos vemos abandonados e entregues a solidão voraz… ocasião em que melancolicamente, começamos a lamentar as perdas… as brigas… as discussões, e reconhecemos que não somos realmente tão bons naquilo quanto acreditamos ser. O ego se esquiva, e daí a hipocrisia baixa a guarda, e percebemos então ter feito a grande cagada. Tarde demais?

Daí, vem a arma fatal… a recaída. Esta sim, não apazigua, não alimenta, mas sim fadiga. Temos a falsa perspectiva de que o retorno será tão bom quanto o começo fora outrora. Falsa esperança, ainda assim a última a nos abandonar.

E nesta roleta russa… mais uma vez estamos sozinhos. Então, dando a volta por cima, decidimos ir á busca. Caímos no pecado da caçavoraz mais uma vez. Tudo de novo. Tudo novamente.

Então chega a máxima desta situação. Até onde realmente esta roleta russa de sensações nos trás algo positivo? Pulando de galho em galho, não estamos adquirindo nada mais que apenas tristezas e uma falsa promessa de possível felicidade.

Acredito que a saída ideal para nossa existência, seja remanejar nossa busca, não procurando por um perfil exato, mas deixando na mão doacaso. Afinal, assim podemos acertar mais, já que escolhendo é tão errado e incerto.

A cada pessoa, a cada cama, a cada toque, o tempo perpassa. No final, restaram apenas pequenos fragmentos. Sensações de uma única noite, e de noite em noite, apenas pessoas. Estranhos sem rosto, dos quais nos lembramos vagamente, e que deixaram apenas as sombras e lembranças do espasmo, do gozo, e do vazio. Sim, depois vem a sensação de vazio, e nos entregamos ao abandono.roleta_russa_ao_luar_steps.3

Determinadamente, após partilhar da roleta russa, hoje procuro realmente algo que tenha um principio. Um meio, e sem esperar pelo fim. Não adianto a ocasião antes mesmo que ela possa chegar, pois é certo que um dia, ainda que tardará, sabemos que chegará.

Devo, pois, reprogramar minha busca, e procurar estabelecer relações. Estimular vínculos e afeto. Nada a nada, após um fim, sobrará ao menos a amizade, ou um possível carinho. Este ainda é melhor alento, de que o vazio do pós-cama.

Mas a pergunta que não cala: Até quanto, estaremos nesta intermitente roleta russa? Existe realmente felicidade no fim do túnel? Ou tudo não passou de apenas um sonho, e esta é a realidade, sermos eternamente incompletos e incompreendidos?

Quiçá…