Acredita ser apenas um meio de vazão…para minhas idéias, sensações, impressões, emoções, e cositas mas…

12/04/2010

Por que toda mulher precisa de um gay em sua vida?

Livro explica os benefícios da amizade entre os gays e as mulheres e a autora afirma que toda mulher precisa de um gay em sua vida

gay

Os gays possuem algumas características que toda mulher gostaria de ter num homem ao lado dela: companheirismo, alto astral, sensibilidade, sinceridade, entre outras.

As mulheres sabem que o amigo gay é excelente companhia para ir a baladas, fazer compras, jantar em restaurante japonês, olhar vitrines e até frequentar o mesmo cabeleireiro.

Essa relação já foi tema em muitos seriados como Desperate Housewives, Sex and the City e também aparece em filmes como O casamento do meu melhor amigo estrelado pela atriz americana Julia Roberts, ou no recém-lançado O Direito de Amar, dirigido por Tom Ford. A jornalista Andrea Franco explora essa temática no seu novo livro “Por que toda mulher precisa de um gay em sua vida” – lançamento da Matrix Editora.

A autora explica que ter um amigo gay está na moda, é chique e fashion. Ela diz que a questão não é amar de paixão os gays e sim amar gente de bem. “Eu vou amar se ele for honesto, íntegro. E tenho amigos assim, que por acaso são homossexuais. Eles geralmente são pessoas descoladas, de bem com  a vida e ótimos para oferecer um ombro amigo.” – afirma Andrea.

Assim como os homossexuais sofrem preconceitos e lutam diariamente para conquistar seu espaço na sociedade, as mulheres enfrentam problemas semelhantes, esse é um dos motivos que mais os aproximam.

A obra mostra histórias dessa relação e depoimentos que provam os benefícios dessa amizade, para ambos os lados, e reafirmam que os gays são realmente mais sensíveis e compreendem melhor os desejos e angústias da alma feminina.

Sobre a autora
A jornalista Andrea Franco é pós-graduada em Jornalismo Internacional pela Universidade Estácio de Sá e já produziu textos para importantes veículos de comunicação do Brasil, além de atuar como assessora de imprensa. Também é autora do livro 40, sim! E daí?, igualmente publicado pela Matrix editora, e atualmente escreve no site Plena Mulher.

Sobre a Matrix Editora
A Matrix Editora é a única editora brasileira especializada em obras de humor e em temas bem-humorados. Em seu catálogo de autores constam nomes como Millôr Fernandes e Steve Martin, além de best-sellers como “Chaves – Foi sem querer querendo?” e “Mothern”.

Livro: Por que toda mulher precisa de um gay em sua vida – 152 páginas
Preço: R$ 28,00
Informações: Matrix Editora – Lenita ou Paulo – telefones (11) 3873-2062 / 9104-4471 ou pelo e-mail imprensa@matrixeditora.com.br

 

Nota: o blog “Agora…Acredita!” foi fonte de pesquisa para a produção da obra. Então, meu caro leitor, corra até a banca mais próxima e compre sua edição, ou prepare-se para comprar uma briga comigo. “risos”

15/01/2010

Em tempos de BBB – sobre Orgastic, Dimmy e Unfollow.

Bom, não é mais novidade para ninguém, que gay é motivo de festa e confete. Já percebemos em outras edições, que a temática homossexual deu o que falar nos realities da vida. Agora nos deparamos com a situação em que, o estereótipo de “pobre, fragilizado e minoria” não cola mais (leia-se Cida, Mara e empregas domésticas da vida). No começo todo mundo fica comovido, mas depois começam a se perguntar: “O que fulano tá fazendo ali?”

É perceptível que o “personagem” escolhido para esta edição, o do Gay, fashionista, moderninho e influente, tem dado o que falar. Já em contra ponto, colocaram também um artista da noite gay de São Paulo, que tem um histórico de sucesso, porém conseguido a muito custo. Dimmy Kieer, o personagem, hoje é referência na noite paulistana, depois de muito tempo de suor e de gongação. Não é uma apenas mais um instant celebrity, surgida dos emaranhados da web 2.0. É um personagem de fibra, teatral e caricato, que impressiona pelo carão, pela performance, pelo jeito simplista, porém rebuscado, e pela irreverencia. Não apenas por cliques, coments, replies e follows.

Fabricar uma celebridade na net hoje em dia é muito mais fácil do que fazer alguém de corpo e mente. Ali, você é alguém envolto na proteção e conforto do seu desktop, sem nenhum perigo, sem riscos. Já na noite, nas baladas e casas da vida, festas de aniversário, despedidas de solteiro, de happy hours á enterros, é algo um tanto mais complicado. Ali, ou você cativa o público pelo seu poder de entreter, de persuadir, ou você acaba saindo as pressas do palco, sob vaias e xingamentos, muito ao contrário da típica celebrity star que surge do mundo dos cliques, onde a mídia negativa é repudiada na base do “unfollow”. Onde quem pensa diferente do cyber-séquito, é punido com uma chuva de agressões verbais.

É de se fazer pensar realmente se é esta a visão de homossexual que queremos que o mundo tenha. É esta a presença de espírito e estado que devemos levar á baila da Sociedade? Precisamos ser assim tão chulos e reles para conseguir conquistar nosso espaço? Não temos características predominantes que falem por nossos atos, a tal ponto que sejamos admirados? Sim, admiração as vezes basta para simples mortais. Não necessitamos da Glória!

Não sou contra nada, nem ninguém. Mas sou a favor sim, do sucesso digno e merecido. Aquele conquistado a muito custo, e não ganho com base em troca de favores, barganha e RT’s e #FF.

Não tenho opinião formada a despeito do Sr. Sérgio, ou Orgastic_Desire para os íntimos (leia-se intimidade virtual, sim, hoje em dia, quem lhe segue no Twitter é tão mais particular a você e a sua vida, que muitas pessoas do seu âmbito social), até porque não conheço-o pessoalmente, nem tampouco sigo sua trajetória.

A minha opinião, limita-se a compreender que, alguém que simplesmente surge da noite para o dia no mundo da fama, não tem base ou “tempo de casa”, ou “registro em carteira” para poder levantar uma bandeira tão grande quanto a bandeira mítica da luta contra o preconceito. Quanto mais formação histórico social para debater mitos e tabus.

Certo, estamos em um mundo onde vivemos o preconceito, vivenciamos a hipocrisia, esbarramos no falso moralismo. Ok, ok, ok. Mas por outro lado, temos de assimilar qual a forma com que nos deixamos ser vistos pelos olhos dos outros. Não do inimigo, mas do contrário, do que pensa diferente.

Se coubesse a mim, e se fosse uma questão de escolha, não teria jamais elegido o Sr. Orgastic para representar-me perante a Sr.ª Sociedade, até mesmo porque, como pude notar no vídeo de apresentação do BBB, observei um comentário que explicitou muito da personalidade desta pessoa. “Sou o que sou, e fodam-se os que não gostarem de mim.”

Refletindo a respeito, acredito ter notado algo amplamente egoísta, para não falar em deslumbramento. Trazendo a situação mais a baila da realidade, é perceptível que não estamos em um mundo onde podemos dizer foda-se em todos os momentos. Não existe aquele ou este que não precise ou dependa disto ou daquilo. Não podemos ser tão antiéticos e extremos individualistas, a ponto de acreditar que nos bastaremos de nós mesmos. Penso assim, no cúmulo da pretensão. É por demais pretenciosismo, acreditar que se é tão auto-suficiente que não precise de ninguém, ou que possa dispensar a opinião alheia e controversa aquilo que rotulamos como contrário ao que mostramos ser.

Temos de trabalhar sim com as diferenças, e relevar sim as divergências de opinião. A construção da moralidade se dá a partir da análise de fatores divergentes. Como então, embasar uma vivência em uma opinião tão rebelde?

Será que estamos diante de uma nação de pessoas pretenciosas e tachistas? Ou devemos continuar com a bandeira de “Gays são do bem” , “Gays são bons”, “Gays são legais”?

Para comentar ainda, é bastante peculiar alguém se bastar de si, quando percebo apenas alguém querendo mais nada do que atenção. 2 piercings, cabelo acompanhando a moda, trajes fashionísticos… bom Sr. Orgastic_Desire, acho que você não dita tantas tendências assim… Isto já era moda, antes de você ser POP.

Ainda sobre BBB, digo que estou notando um clichê mais batido do que reeleição presidencial. Daqui a pouco não teremos de lutar contra a discriminação. Os fantasmas que caçaremos serão os do sarcasmo. Teremos de aceitar piadas e chacotas do tipo “o gay virou a casaca”, “a biba prendeu a franga”. Já é perceptível o desfecho que seguirá o personagem Orgastic_Desire. Terá um romance com a Srt.ª Tessália Aliastes (aqui, nota-se o repetéco, porque ‘edredons’ sempre vem a calhar…), e contrariará todo e qualquer empenho, de qualquer campanha pró homossexualismo, que se tenha notícia até então.

Sim, o populismo alcança as massas e dissemina opiniões tão rápido, quanto a fome assola as minorias desfavorecidas e flagelados. Em outro aspecto, não podemos então minar e segmentar a santa “opinião individualista e egocêntrica do Sr. Orgastic”. Claro, vivemos em uma nação livre… verdade?

Penso apenas, que quando se está em um programa de tamanha audiência e repercussão, não pode-se pensar apenas no “eu” individual, mas também no “eu” público, em quem se está mostrando do outro lado do muro. Deveria ele, ao menos relevar e velar pelo título que carrega, e que ostenta. Antes de ser uma figurinha carimbada e reconhecida, acho que Orgastic_Desire foi incluído no hall de participantes do BBB, fundamentalmente por ser Gay. Ou alguém duvida? Já, que este é perfil que anda tão em alta, e é tão bajulado.

Mas sarcástico ainda, é o fato de a direção de um reality como o Big Brother, incluir um Gay, uma Dragg Queen, e uma lésbica, em um programa exibido em horário nobre, e (“supomos”, sem combinação alguma, pois partimos do princípio de que nada é planejado…) continua vetando a figura do gay em suas tramas. Ou será que já esquecemos da polêmica do beijo gay da novela América?

Bom, então aproveito para planejar e para comentar meu voto. Voto contra a pretensão, contra a falta de personalidade, contra a futilidade, contra as instant celebrities, contra o falso homossexualismo, e também a falta de originalidade! Estes são meus indicados ao paredão, e vou aguardar até vê-los eliminados.

Léo Ferreira

12/01/2010

Por outro lado…

 

2hoegrn[1] Nem sempre tudo é da maneira como a gente quer, ou como a gente pensa ser. Que seria do mundo se pudessemos dizer a tudo e a todos como ser e se portar diante de nossas ações e reações? Que dizer então da amizade?

A amizade é uma coisa realmente interessante de se ver. Por um certo tempo, achamos que a amizade será um sentimento que permeará toda a nossa existencia. Que viveremos para sempre aquela coisa boa, aquela amizade colorida de sempre, e que tudo será como no mundo dos teletubbies.

Em tempo, percebe-se com a vivência, que certas coisas na vida não acompanham nosso desenvolvimento. Uma dessas coisas é a amizade.

Temos amizades em varias escalas e em diferentes intensidades.

Existem aquelas que adquirimos na balada, no colégio, na faculdade, no cursinho de inglês, na academia, na aula de informática… estas vão ser sempre as mesmas, e são pessoas temporárias em nossas vidas.

Temos as amizades que fidelizamos desde criança, aquelas das quais achamos que nunca mais separaremos, e que serão eternas em nossas vidas, que um dia seremos velhinhos sentados em um banco de praça, de mãos dadas, ou jogando xadrez, e distribuindo arroz aos pombos.

Existem também amizades que são especiais. Aquelas a seu modo, que guardamos no fundo do coração. Não  é aquela onde você se sinta realmente especial de alguma maneira especifica, mas que acima de tudo, sabe e ser especial.

A amizade entre um gay e uma menina por exemplo, tem suas várias facetas. E a medida que vamos amadurecendo, acredito colher mais e mais percepções a despeito dela.

O melhor amigo gay de uma mulher, menina, adolescente, lhe é mais fiel e autêntico que um cão ao homem. Éaosxnb[1] aquele que lhe diz: “Querida, sua maquiagem está péssima”, minutos antes da formatura, onde será ela percebida e notada por todas as pessoas que acompanharam sua trajetória. É aquele que lhe diz: “Fique bem, ele não te merecia mesmo, ;D”, depois de uma decepção amorosa mal compreendida. É aquele que mostra o mundo de uma outra maneira, de um modo totalmente feliz e bonito, mesmo que este não seja o seu próprio mundo, e mesmo que esta não seja a sua maneira pessoal de vê-lo, porém, ainda assim faz com que o enxergue, caso isto vá fazer toda a diferença naquela situação.

Eu, durante um tempo, acredito ter sido enormemente incompreendido. Acho que a máxima de amizade é feita de mais coisas que a simples companhia. Amigo, não é aquele que está ali, do amanhecer ao anoitecer do seu lado, vivendo sua vida, se alimentando dos teus viveres, e sim aquele que vive a própria vida, e de acordo com a realidade, lhe mostra uma visão diferente daquela que talvez você ache que seja.

O melhor amigo gay não é aquele que está o tempo todo do seu lado, segurando vela com você e seu namorado, monitorando-o o tempo todo, para depois correr e fofocar sobre os bastidores dos melhores momentos. É sim, aquele que sabe aguardar ser solicitado, ser chamado a ouvir os fatos realmente importantes, e aquele que tem na ponta da lingua a análise que você espera, e a confirmação daquela sua suspeita.

O bom amigo, é aquele que sabe ser útil e oportuno quando realmente se precisa. Não aquele “oportuno”.

Sou do tipo que se aproxima facilmente das pessoas. Que não faz questão de sexo, raça, credo, cor, mas que sempre está de coração aberto. Mas não por isto, significa que eu esteja constantemente, 24 horas ao seu lado, segurando qualquer barra com você. Para isto existe uma outra instância, a sua consciência.

E se, ainda que em qualquer ocasião, questionar a minha lealdade, ou necessidade, ou julgar que a felicidade momentâneamente adquirida é tão maior que a da amizade, nesta ocasião, saberá realmente que não terá dado valor algum á atenção, dedicação e lealdade desta amizade em questão.

Nós, temos o poder de julgar, sem interarmos a respeito dos diversos fatores de uma determinada situação. E o julgamento, em uma amizade, pode ser uma arma mortal. Porém necessário.

Tudo na vida, possui dois lados. Duas razões. Duas situação. Gratidão, doação, são coisas que não se paga. Porém, é o fator motivador de uma amizade, seja ela de quem e com quem for.

Existem ainda as amizades influenciadoras. As que por um dado motivo, nós fazemos questão de ter, mesmo que ninguém compreenda nossos porques.

Algo que é claro, é que o amor a um amigo ou amiga, jamais será ou é igual ao ao amor que se dá e se sente de outro alguém.

xd3kl[1] O amor do amigo, da amiga, daquele e daquela que é real, e para a vida toda é gratuito e incondicional.

O amor á um homem, ou a uma mulher, é fugaz. Momentâneo. Passageiro. Porém, ainda assim necessário.

A alquimia da amizade, os laços perfeitos que unem uma pessoa a outra, são duas substâncias não soluveis, assim como a água e o óleo.

Nestas amizades, o mais precioso são os momentos. Estes sim resistem e sobrevivem a toda e qualquer mágoa. Quebra as máculas, e faz reverberar a sensação de saudade.

Falta, dos momentos bons. Da primeira balada. Do primeiro beijo. Do primeiro encontro.

Porém, assim como as coisas boas da vida, a amizade é algo que também dura pouco, ou muito. Nada é para sempre, isto é sabido. Mas existe sempre a possibilidade de recomeçar e de saber fazer ser mágico novamente.

“Feel the love generation”

- Bob Sinclar Bob Sinclar

25/05/2009

Sobre Parada, Amy Winehouse, Novelas e Homofobia: Fuck You…

 

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Bom,

Hoje em dia vejo que ser gay ou bissexual virou tendência, e que certas coisas já caíram na margem do populismo. Em pleno século XXI, ainda criam caso na TV a respeito de “pretensos” beijos gays, o que nada mais significa que um oportunismo, já que fabricam toda uma falsa expectativa em torno disto, que por sua vez retorna na forma de audiência, mesmo que de indignação, mas ainda assim atingem o propósito original. Dos tempos de “América”, novela da Rede Globo, lembro-me do reteté feito em torno do abortado beijo de Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro), guardado para um final de novela, que não rolou. Ao contrário de América e Paraíso Tropical, que chegaram a gravar os supostos beijos, ainda somos assaltados pela mesmice, e somos presenteados com essa campanha de marketing patética e infundada, agora repetida pela Rede Record, que vetou um beijo lésbico.

Em tempos onde, Amy Winehouse mesmo fazendo declarações homofóbicas, vende mais que livro didático, imagesomos presenteados dia a dia com tantas outras noticias do tipo. Lendo a Veja SP desta semana, quase surtei ao ver uma matéria intitulada “Babado Forte”, que trazia detalhes a respeito das intensas negociações entre donos de Boates GLS de renome e prestígio em SP, e da Associação da Parada Gay de SP. Segundo a matéria, o motivo das discussões era a respeito do preço absurdo cobrado pela Associação para que as Boates levassem seus carros para a avenida. Na edição passada, custava algo em torno de R$5 mil ter um carro com o nome da casa na paulista. Já para este ano, estima-se algo em torno de R$10 mil para cada carro, com mais R$5 mil adicionais para cada nome comercial veiculado nas laterais dos carros.

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Não obstante, ainda vejo que a temática gay tenta a passos lentos infiltrar no cenário da política nacional. Nessa investida, que conta com Frentes Parlamentaristas LGBT á pedidos do governador do RIO para que funcionários públicos saiam dos seus armários na Parada carioca.

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O que percebesse com esse furor todo, é que os direitos e reivindicações tão difundidos pelas frentes de militância LGBT estão sendo mascarados por campanhas e aspirações políticas, e pelo lucro com mídia e publicidade oportunista.

Realmente estamos em um momento de “vestir a bandeira” do arco-íris e gritar aos sete ventos a homossexualidade? Também não é direito á privacidade? a Individualidade?

Não sou contra os gays que ficam no aconchego dos seus armários não. Afinal, esqueceram que antes das campanhas publicitárias e do turismo milionário que o “gay-friendly” ocasiona, também temos direito á diversão e ao livre-arbítrio.

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Quanto a parada, acredito que mesmo aumentando a cada edição, perdeu um pouco do seu foco original. Não vejo hoje um dia de protesto e de manifestação pró direitos dos homossexuais. A cena que temos é de uma Sodoma e Gomorra generalizada, cheia de libertinação, coberta por uma bandeira ton-sur-ton. Não que eu seja contra uma forma livre de diversão e fervor, mas assistir a heterossexuais se aproveitando das lésbicas confusas e alcoolizadas para irem à forra, travestis manchando a dignidade das “Dragg Queens” de avenida fazendo atendimento e PG(programa) em pleno evento, bom isso já não é parada para mim.

Deixo claro aos gays, que devem aproveitar este momento, em que a criminalização da homofobia e a união civil homossexual (direitos fundamentais do individuo gay, que por um lapso temporal não estiveram incluídos na Lei Magna), estão tão em alta e fazerem uma retrospectiva dos últimos acontecimentos e pensarem até que ponto chegamos e até onde poderemos ir, quantas tantas vitórias poderemos conquistar.

Para firmar minha opinião contra a homofobia, finalizo com a mensagem trazida neste vídeo divulgado via Youtube, produzido por internautas franceses, leitores do portal GayClic.com, para celebrar o Dia Internacional contra Homofobia, dia 17 de maio de 2009.

A legendagem e divulgação do vídeo foi realizada pelo twitter Leandro Rocha.

Léo Ferreira

14/05/2009

Sobre…”Do começo ao Fim”

Bom, você com certeza já deverá ter ouvido algum comentário ou buchicho a respeito deste filme, que está sendo aguardadíssimo pela crítica.

Da autoria do cineasta Aluízio Abranches, e produção de Fernando Libonati, este tem tudo para ser o boom de 2009. 

imageEm síntese o filme retrata a história de dois irmãos que, ao crescerem juntos, começam a desenvolver uma espécie de afeto diferente da simples fraternidade comum entre dois irmãos, que é ignorada pelos pais. Francisco e João Gabriel são filhos da mesma mãe (Julieta – Julia Lemmertz), mas de pais diferentes, (Pedro – Jean-Pierre Noher e Alexandre – Fabio Assunção). Desde a infância, um protege ao outro como se fossem apenas um. Esse amor, com o passar dos tempos (filme se passa na infância, e dá um salto de 15 anos na história), vai sendo apenas lapidado, até que ambos vêem ante uma possível separação quando um deles vai morar na Rússia, a fim de treinar para os jogos olímpicos.

Em suma, o filme parece ser de ótima qualidade, já que trás um tema tão polêmico como o incesto. A idéia do criador é mostrar que este caso ocorre em um panorama atípico ao comum, já que até então, as tramas que abordam a temática gay são sempre revestidas de finais trágicos, e desenvolvidos em ambientes desfavoráveis. Este filme foi criado em uma situação “feliz”, onde os dois são despidos de todos os rótulos e clichês.

O trailer do filme, segundo consta, acabou vazando na internet, após uma reunião que tinha como objetivo agregar patrocínios para o desenvolvimento da obra. Em tempos de marketing viral e supostos “vazamentos” como o single “circus”, fica difícil acreditar, entretanto, o impacto social e a repercussão que este filme trará, faz com que ele seja um grande favorito á muitas premiações, quiçá grandes audiências de bilheteria.

Depois de ter lido em alguns sites especializados em cinema, que a principio, este trailer recebeu pouco entusiasmo por parte do time de patrocinadores, realmente fica a dúvida é de se questionar essa prematura divulgação. Mas, o fato de os próprios produtores terem contraído empréstimos e utilizarem certa verba ganha com a premiação de uma obra anterior, leva a crer que o roteiro está revestido de boa vontade.

Aguardo ansiosamente que este seja um bom filme, e que ele tire de uma vez por todas o manto de mediocridade da sociedade em relação á homossexualidade e demais estereótipos. Mesmo que o tema seja polêmico, mal posso ver as críticas negativas afirmando que este filme beira á escândalo. Que esse favoritismo consiga apagar as máculas deixadas por “Brokeback Mountain, de Ang Lee”, já que de cara promete não levantar bandeira alguma, além da de ser apenas mais uma história de amor.

Você encontra mais em: Trailer não-oficial / Bastidores da gravação